Sob o céu nublado do cerrado mineiro, uma árvore sem folhas ergue seus galhos retorcidos como quem reza. Ao redor, os restos de uma vida doméstica: abrigos de madeira deteriorados, folhas secas, um cão deitado ao longe. A seca tomou conta, mas a árvore permanece — testemunha teimosa de um quintal que já foi casa. Há abandono aqui, mas também resistência.