À noite, entre luzes que se desfazem ao fundo, uma jovem segura uma vela acesa. O jeans rasgado, a pochete, a pulseira fina — tudo é contemporâneo, urbano. Mas o gesto é antigo: a mão que protege a chama repete o que tantas mãos repetiram em procissões e festas de fé. A luz atravessa os dedos por dentro, quase sagrada. É a tradição religiosa persistindo no corpo jovem, sem pedir licença ao tempo.