
Uma cruz de madeira bruta fincada no campo aberto, e sobre os braços um tecido escuro já rasgado em tiras, balançando ao vento como feridas expostas. O céu pesado de nuvens comprime a cena; ao fundo, uma linha de árvores fecha o horizonte. Não há ninguém — e é justamente a ausência que fala. O que restou da fé, deixado ao tempo e à intempérie, segue de pé. A cruz não é monumento: é testemunho do que sobrou.
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